12/12/2017 - Cidade


Ribeirão Pires registra morte de macaco em área de mata na região da Sete Cruzes


Animal encontrado morto na última quinta-feira foi enviado para análise no Instituto Adolfo Lutz. Autoridades aguardam causa da morte

O primata encontrado morto é da espécie sagui-de-tufos-pretosNa última quinta-feira, a Defesa Civil de Ribeirão Pires foi acionada por moradores para recolher o corpo de um sagui-de-tufos-pretos em área de mata fechada na região da Sete Cruzes, em área de divisa com a cidade de Mauá.
 
Segundo a Prefeitura da Estância, foi seguido o protocolo da Vigilância do Estado de São Paulo e o macaco encaminhado para exames, buscando a causa da morte. Desde que o Brasil passou a registrar casos de febre amarela silvestre em macacos houve a necessidade da medida.
 
“Por essa razão, os procedimentos estão sendo feitos em parceria entre as Vigilâncias à Saúde de Ribeirão Pires e de Mauá, junto à Vigilância Estadual. O material coletado para análise da causa da morte do animal foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Todas as informações sobre este caso foram enviadas à Vigilância do Estado. Os municípios aguardam posicionamento do Estado’, diz a nota oficial da Administração de Ribeirão Pires.
 
A Vigilância à Saúde pede aos moradores que não maltratem ou matem macacos encontrados nas matas. É importante frisar que esses animais não são transmissores da febre amarela aos humanos. 
 
O Estado de São Paulo tem dez mortes confirmadas por febre amarela até o dia 10 de novembro. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ao todo, 23 pessoas contraíram a doença.
 
A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por meio da picada de mosquitos infectados, podendo afetar humanos e animais, como primatas. Há duas formas distintas: silvestre e urbana, sendo a última a mais grave em aspectos clínicos e de disseminação.
 
Os principais sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga, náuseas e vômitos. As manifestações clínicas incluem insuficiência hepática e renal, podendo evoluir para óbito. Desde 1942, não há registro de transmissão urbana no Brasil.
 
A prevenção é feita através de vacinas disponíveis na rede pública de saúde e indicada para regiões com registros confirmados da doença, o que não é o caso de Ribeirão Pires e região. Caso o resultado da análise no macaco encontrado na Estância for positivo para febre amarela, as autoridades passam a planejar plano de ação voltado a imunização da população.