Folha de Ribeirão Pires


06/11/2018 10:27 - Folha nos Bairros

Vila Suely: porta de entrada para RP

Santinho Carnavale nomeou a vila em homenagem a sua filha Suely

A Vila Suely é a porta de entrada para Ribeirão Pires O “Folha nos Bairros” desta terça-feira contará um pouco sobre a história da Vila Suely, a porta de entrada de quem segue de Mauá em direção ao município de Ribeirão Pires.  A Vila abriga mais de cinco mil habitantes, entre os quais se destaca a grande presença de paraibanos que vieram em direção à cidade em busca de trabalho. O bairro ainda abriga outras vilas como São José, Santa Inês, Jardim Celso, Vila São Manoel, Santa Eliza e Recanto Alegre. Hoje, a conhecida Vila Suely também possui o nome de Bocaina. 
 
Além de estar próxima de uma das principais vias da cidade, a Humberto de Campos, a Vila Suely precisou ser modificada para a passagem do Trecho Leste do Rodoanel, responsável por integrar os municípios de Mauá, Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. Cerca de 20 casas foram desapropriadas para a construção. 
 
Antigamente, o terreno onde se encontra o bairro pertencia ao ex-prefeito de Ribeirão Pires, Santinho Carnavale. O ex-prefeito, que também residia no local, resolveu lotear o terreno e quem se interessava ia até a chácara onde ele residia e comprava o terreno. O nome da vila foi escolhido para homenagear a filha de Carnavale, Suely. Apesar das várias denominações, o local é conhecido até os dias de hoje como Vila Suely. 
 
A área era totalmente rural, com ruas de barro e casas de pau a pique. Aos poucos foi se desenvolvendo, até se tornar a vila que conhecemos hoje. Muitos comércios se instalaram no local como bares, bazares, restaurantes, uma escola municipal, duas estaduais e uma Unidade Básica de Saúde.
 
Em maio deste ano, a vila também ganhou a Quase Paróquia Nossa Senhora de Fátima, que antes pertencia a Paróquia São José. Com a nomeação, a Paróquia será responsável por outras quatro capelas da região. Na ocasião, o bispo diocesano, Dom Pedro Carlos Cipollini explicou que em Ribeirão Pires residem mais de cento e dez mil habitantes e que a Quase Paróquia nasce para acolher em torno de oito mil moradores.


Opinião dos moradores


Damião Afonso de Carvalho, de 70 anos, vive na Vila Suely desde 1965. Para ele, o bairro precisa de mais atenção no que diz respeito a infraestrutura. “Precisamos de reparos no calçamento na Rua Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, manutenção nas escolas, nas praças, muita coisa precisa melhorar.”
 
Há cerca de um mês e meio a Sabesp iniciou obras que irão contribuir com a coleta, direcionamento e tratamento de esgosto dos habitantes da região. “Essa obra, sem dúvida, é de muita importância para nós. Isso estava prometido há uns 10 anos”, conta Carvalho.
 
“O que o bairro oferece de bom aos moradores, são as três escolas, a igreja, que era apenas uma capela e hoje é um paróquia e o posto de saúde”, finaliza. 



Sirlei Messias da Silva, de 51 anos, é moradora de Vila Suely há 40 anos. Ela afirma que o local precisa de melhorias nas vias e na limpeza. “Os buracos estão além de conta. A minha rua teve limpeza por conta das obras da Sabesp, mas as demais estão deixadas de lado”, diz. 
 
Para Sirlei, o bairro oferece o necessário para os moradores. “Temos um mercadinho, um buffet, temos o Bar do Vado que trouxe coisas boas aqui para o local, temos uma escola próxima. Não temos muito, mas temos o suficiente para viver aqui”, conta a moradora.  O ponto positivo da Vila Suely, de acordo com Sirlei, é o serviço oferecido pelo Posto de Saúde do bairro. “Não tenho do que reclamar, muito bom. Para o que precisei, pelo menos, eu não tive problema.” 



Personagem do bairro


Brás Rego, de 75 anos, chegou à Vila Suely em 1959, aos 16 anos. Junto com seus pais e mais seus dois irmãos, Rego saiu de São Caetano e veio seguir a vida em Ribeirão Pires. “Eu não sei porque meu pai decidiu se mudar para cá, a gente só veio com ele”, diz.
 
“Aqui só tinha eucalipto”, conta Rego, como era o bairro entre as décadas de 50 e 60. “O primeiro barracão de tábua aqui da vila foi o do meu pai.”
 
Claudionor Rego, mais conhecido como Baianão, pai de Brás, era comerciante na Vila Suely. Ele fundou o bar que funciona até hoje às margens da Avenida Humberto de Campos. “Meu pai tinha muita amizade com o dono desse  terreno, que era o Santinho Carnavale”, lembra Rego. 
 
Após comprar o terreno de Carnavale, Baianão montou o boteco, que logo depois passou a ser responsabilidade de Brás. “Meu pai foi trabalhar na Prefeitura, e eu fiquei tomando conta do bar. Jogava bola no meio da rua, brincava de carrinho de rolemã e trabalhava aqui.” 
 
Do bar, Claudionor montou uma padaria e, ainda, abriu um depósito de materiais de construção, na Vila Sueli. “Meu pai vendeu o bar para outras pessoas, e eu fui cuidar do depósito para ele.”
 
Com a morte de seu pai, Brás decidiu fechar o depósito e retornar, em 2004, com o tradicional bar da Vila Suely. “O contrato aqui já está vencendo, então voltei a trabalhar aqui e estou até hoje.”


Serviços do bairro


Escolas Municipais
 
E.M. Monteiro Lobato
Rua José Fortes, 97 - Bocaina - Tel: 4825-5814
 
Escolas Estaduais
 
E.E. Dona Anna Lacivitta Amaral
Rua Mal. Humberto de Alencar Castelo Branco, 190 - Vila Sueli - Tel: 4823-7449
 
Praça Benedito Tadeu Alves da Fonseca
Rua José D'abreu Paulino - Bocaina 
 
UBS Vila Suely
Rua Antonio Zampol, 221 - Vila Sueli - Tel: 4828-3732
 
Quase Paróquia 
Nossa Senhora de Fátima
Praça Nossa Senhora de Fátima, 13 - Vila Sueli 

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