Folha de Ribeirão Pires


08/02/2019 09:32 - Editorial

Um hospital para ninguém

Iniciado em 2008 e com obras paralisadas desde 2013, o Complexo Hospitalar de Ribeirão Pires não passa de um prédio inacabado.
 
Anunciado com a promessa de melhor atendimento para a população da microrregião, a unidade que vem sendo construída na região da Santa Luzia se tornou um “elefante branco” com apenas uma serventia, a de dar munição para as promessas na campanha eleitoral.
 
Foi assim que Kiko Teixeira (PSB) se utilizou do prédio, durante a campanha de 2016 tratou o tema como prioridade, prometeu aos eleitores que com a sua capacidade administrativa entregaria o hospital em pleno funcionamento e acabaria com o péssimo atendimento médico hospitalar no município. Não o fez! 
 
Como na campanha, agora comemorou e reafirmou que o hospital seria finalizado. Não, não será finalizado! Aliás, nem o piso térreo ficará pronto.
 
Apesar de ter assinado o convênio junto ao Governo do Estado para liberação da verba, seus planos vieram abaixo após a decisão do governador João Dória (PSDB) em cancelar o acordo. Mais uma vez Kiko promete correr atrás do prejuízo para reverter a decisão. Será outra promessa? O governo municipal precisa centrar os esforços em, pelo menos, cumprir as promessas de campanha, colocar em prática o Plano de Governo, e não apenas prometer o que não possa cumprir.
 
Alguns vão dizer que a culpa não é do prefeito já que a decisão veio do governador, mas o Estado alertou para erros no processo. Será que nesses dois anos de mandato não teve nenhum técnico para revisar o material? Precisou o Governo de SP indicar os erros?
 
Quantas perguntas sem respostas!
 
A única certeza desse embate de promessas e ilusões é a de que a população seguirá tendo um atendimento péssimo, necessitando aguardar transferência para outros hospitais da região, muitas vezes, morrendo sem que isso aconteça.
 
Mas o que importa? Nem o prefeito ou seus assessores dependem desses hospitais, todos ganham o suficiente para ter um bom convênio, ou melhor, seguro saúde, pois convênio médico é para pobre. Até quando?
 

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