Folha de Ribeirão Pires


11/08/2017 09:48 - Editorial

Sobe a passagem, esvazia o bolso

A população brasileira está cada vez mais pobre, sem dinheiro para chegar ao final do mês, os que ainda possuem emprego, se agarram como podem na esperança para completar o mês empregado. 
 
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) publicados no mês de julho mostram que no segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego no país subiu para 11,3%. Segundo o levantamento, até o fim junho, o Brasil tinha 11,6 milhões de pessoas procurando emprego. Este é o maior patamar de desemprego já registrado pela Pnad Contínua desde o início da série, em 2012.
 
Nas cidades do Grande ABC, não é diferente, a taxa de desemprego na região chegou a 17,1% no mês de maio, mostra a Pesquisa de Emprego e Desemprego, feita pela Fundação Seade em conjunto com o Dieese. Segundo analistas, é o percentual mais elevado para o mês desde 2006, quando ficou em 16,1%.
 
Apesar de todo o aperto da população, a Prefeitura de Ribeirão Pires parece viver à margem da sociedade e indica mais gastos no orçamento do trabalhador.
 
Em uma cidade onde faltam até cestas básicas para matar a fome dos mais carentes, reajustes na tarifa dos ônibus municipais, duas em menos de um ano, parece não incomodar o governo Kiko Teixeira e seus assessores mais próximos.
 
A mesma indiferença que recai sobre os educadores da Rede Municipal de Ensino e dos trabalhadores do Poder Executivo, que aguardam receber o Dissídio e o Piso Nacional dos Professores, sem previsão para entrar na conta.
 
É preciso rever essa política que massacra os mais fracos!
 

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