Folha de Ribeirão Pires


23/11/2018 09:38 - Editorial

Sem médicos cubanos, sem médicos

Brasil e Cuba não possuem mais acordo para manutenção de médicos cubanos no programa Mais Médicos, os 81 profissionais que atuavam nas cidades do Grande ABC  já estão fora dos consultórios, retornando ao país de origem.
 
Em poucos dias, pacientes em tratamento viram os cuidados interrompidos, suspensos e aguardando a chegada de novos profissionais, que se tudo der certo, estarão atendendo a partir da primeira semana de dezembro.
 
O repentino fim do programa pegou as prefeituras da microrregião de surpresa, sem plano B, os gestores “batem a cabeça” na busca de soluções emergenciais para não deixar a população sem atendimento. Com a já conhecida falta de médicos nas redes municipais, o problema só tende a se agravar com a saída dos cubanos.
 
Mais uma vez quem sofre com os “rompantes” dos governantes é a população mais carente. O Brasil propôs novas regras, o novo presidente disse que não iria “bancar o Governo de Cuba”, já que parte do salário dos médicos ficava retido na ilha de Fidel. Já o Governo de Cuba não aceitou e determinou que todos os profissionais voltassem para casa. Ninguém pensou na população.
 
Sem transição, o Governo Federal abre às pressas edital de contratação para novos médicos, são milhares de inscrições, tanto, que o sistema operacional não aguentou e segue oscilando.
 
Tomara que esse edital resolva o problema da falta de médicos nas unidades de saúde, pois quem está sem atendimento é o povo mais carente, desprovido de convênio, coisa que nem os dirigentes de Cuba e nem do Brasil podem se queixar, possuem os melhores médicos à disposição.
 

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