Folha de Ribeirão Pires


21/08/2018 10:43 - Folha nos Bairros

Santa Tereza e Teixeirão: Uma relação de compromisso e exercício da cidadania

Há mais de 30 anos no bairro, o Teixeirão é berço para os atletas

Projeto “Atletas do Futuro” integra crianças e adolescentes da regiãoFundado em 1 de Maio de 1984 em Rio Grande da Serra, o Estádio Edmundo de Nóbrega Teixeira, popularmente conhecido como Teixeirão, é palco de grandes aprendizados para crianças e jovens da região.
 
Desde 2013, a Secretaria de Esportes de Rio Grande da Serra desenvolve o projeto Atletas do Futuro, em uma parceria com o Sesi São Paulo, que promove gratuitamente a prática de vários esportes para meninos e meninas de 6 a 17 anos.
 
Igor de Lima Fonseca, de 15 anos, é um dos adolescentes que participam das aulas de futebol, que acontecem no estádio. “Antes eu ia apenas para escola, não fazia muita coisa”, relembra o jovem.
 
O secretário municipal de Esportes, Maciel Manuel de Oliveira, conta que o desenvolvimento de Igor foi surpreendente. “Em três meses já foi possível perceber o quanto ele mudou. Hoje, ele é um dos exemplos para os outros alunos”.
 
Maciel ainda afirma que o principal viés do projeto é formar cidadãos: “Nosso objetivo não é formar atletas, mas sim cidadãos, profissionais, bons filhos. A gente acredita que duas horas no projeto, são duas horas longe da criminalidade”.
 
O projeto sempre envia atletas para testes em clubes da região. Recentemente, dois jovens que passaram pelo projeto foram integrados a equipe de base do Corinthians. Além deles, outros jovens também fazem parte de clubes da região.
 
“Se por ventura, nós revelarmos um jogador profissional, isso será uma consequência do nosso trabalho e não nosso principal objetivo”, finaliza o secretário de esportes.

Serviços do bairro


Estádio Teixeirão: Rua Marechal Castelo Branco, 16,  Tel.: 4820-3812 / Horário de atendimento de seg à sex das 08h às 12h e das 13h às 17h.
 
Quadra Silvio Sabainsk : Rua Santa Lucia -  s/n - Santa Tereza.
 
Parque dos Ipês: Toda extensão da Avenida São Paulo.
 
EMEB Prefeito José Carlos de Arruda:  Rua Santa Izabel, 228, Jardim Santa Tereza – Tel.: 4821-3922. 
 
EMEB Vereador José Olímpio da Silva: Avenida São Paulo, 02, Jardim Santa Tereza – Tel.: 4821-4937. 
 
UBS Santa Tereza: Av. Jean Lieutaud, 373, Jardim Santa Tereza – Tel.: 4820-1305 / Horário de atendimento de segunda-feira: 07h às 21h; terça à sexta- feira: 08h às 17h.
 
Centro de Referência da Assitência Social: Rua  Santa Branca, 24, Jardim Santa Tereza – Tel.: 4820-1764. 

Os personagens de Santa Tereza


Eduardo Lopes, 34 anos - Morador do bairro Santa Tereza há 34 anos, começou a se interessar por bandas e fanfarras aos 11 anos, quando teve seu primeiro contato na Escola Estadual Edmundo Nóbrega Teixeira. 
 
Durante seis anos, tocou na fanfarra de uma outra escola da cidade, onde teve a oportunidade de realizar um teste na Corporação Musical Lyra de Mauá. “Disputei vários campeonatos com a corporação, inclusive um sul-americano no qual ganhamos uma medalha de ouro”, conta Lopes.
 
Atualmente, Eduardo colabora com outras bandas e fanfarras de bairros de Rio Grande da Serra, passando todo conhecimento adquirido por ele durante sua passagem pela Corporação Musical Lyra de Mauá. “Hoje eu atuo mais na parte coreográfica da linha de frente das fanfarras. Não só isso, mas também a satisfação de ser voluntário ajudando crianças e adolescentes na construção de caráter e na questão da educação”, explica. Lopes também representa o Brasil em competições sul-americanas e mundiais com o grupo Brazilian Vanguards. 


Terezinha Mendes Rego Barreto Barros, 62 anos - Chegou ao Jardim Santa Tereza em agosto de 1980. Natural de Recife, Pernambuco, ela conta que veio para São Paulo apenas para passear e acabou ficando. “Eu sentia muita saudade da minha irmã que morava em São Paulo. Decidi visitá-la e acabei morando aqui”, conta. 
 
“Meu irmão trabalhava como ferroviário aqui em Rio Grande da Serra, então decidi mudar de São Paulo para cá com meu marido e a minha filha mais velha”.
 
Segundo Terezinha, o bairro era muito diferente do que é hoje. “Mudou uns 50%, mas ainda precisa melhorar. Antes aqui era tudo lama, agora é paralelepípedo. O bom seria se fosse asfalto”.
 
A dona de casa conta que, sempre que possível, ajuda amigos e vizinhos que estão com dificuldades. “Se alguém chegar na minha porta e falar que está com frio, mesmo se eu tiver  só duas blusas, pego uma e dou para pessoa”, conta Terezinha.

A opinião dos moradores


Jeniffer Maiara Oliveira - 25 anos
“As condições do bairro estão péssimas. Muito buraco, mato, é quase impossível andar nas calçadas, apenas as da Avenida São Paulo estão preservadas. O nível de segurança aqui também é baixo, quase não vejo viaturas passando por aqui. Apesar disso, eu gosto de viver aqui porque é bem tranquilo, tem um movimento durante o dia, mas é calmo durante a noite. A liberdade que  tenho aqui também é um ponto positivo,” afirma a jovem.


Erenilton dos Santos Almeida – 59 anos
“Moro aqui há mais de 25 anos e acho que o bairro é tranquilo. O que incomoda é a falta de limpeza no bairro, o mau cheiro. Na questão da saúde, sempre que precisei fui atendido”, afirma.
“Estou  cinco anos desempregado e não encontro emprego aqui na região. Eu vivo da renda que consigo vendendo o produto que inventei. Meu pedido para o bairro é mais oportunidade de trabalho para quem vive aqui”, finaliza Erenilton. 


Cristóvão Francisco de Santana - 64 anos
“Eu cheguei aqui em 1972 e, na realidade, acredito que aqui precisa mudar tudo. Segurança praticamente não existe, estamos abandonados”, conta. 
“Aqui é um lugar bom para morar, mas a gente precisa de políticos que queiram trabalhar.”
“Na minha opinião, aqui não tem nada. Não temos área de lazer no bairro, pode ter em outros bairros de Rio Grande da Serra, mas aqui dentro da Santa Tereza não tem nada”, finaliza Cristóvão.


Caroline Andrade - 29 anos
“Eu gosto de morar aqui, mas algumas coisas podiam melhorar. Da igreja até a minha casa não tem nenhum cesto de lixo e isso é muito ruim. A saúde e a segurança também precisam de atenção. Eu nunca precisei de atendimento médico, mas já ouvi pessoas reclamando da falta de medicamentos na UBS”.
 “O bom é que aqui tem vários locais para as crianças brincarem durante o final de semana, e as ruas possuem boa iluminação”, conclui. 
 

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