Folha de Ribeirão Pires


06/02/2018 09:29 - Editorial

Ribeirão Pires e o coronelismo

Os últimos dias em Ribeirão Pires foram marcados pela queda de braços entre o prefeito Kiko Teixeira e parte dos vereadores da Estância.
 
De um lado boa parte da base aliada que resolveu fazer de 2018 um ano diferente, fazendo valer a Constituição e o papel dado ao vereador: fiscalizar as atividades do Poder Executivo. Do outro lado o prefeito nada acostumado em ver suas decisões colocadas em xeque ou mesmo questionadas por aqueles que ele chama de aliados.
 
O resultado: Discussão na feira livre, entre prefeito e vereador, com direito a tapa no peito do parlamentar. Ato digno das histórias de coronéis do começo do século XX. Nada democrático.
 
A atitude arredia do prefeito Kiko, no caso envolvendo o vereador Danilo da Sopa que ousou descumprir sua ordem de votar os projetos, e para melhor entendimento não o fez, aliado ao fato do mandatário andar dizendo que não precisa dos vereadores para administrar a cidade, demonstra que Kiko vem se afastando dos preceitos republicanos para enveredar no campo do coronelismo, um sistema que ficou conhecido durante a República Velha, onde os coronéis eram os principais responsáveis por comandar o cenário político do país, onde os cidadãos eram tratados como se fossem seus “clientes” e, eleitores e políticos aliados, controlados via cabresto.
 
O que vem acontecendo em Ribeirão Pires é muito perigoso para Democracia, vereador sendo penalizado por cumprir o que manda a legislação e prefeito e seus subordinados certos de que podem tudo, desrespeitando a autonomia e harmonia entre os Poderes.
 
É bom parar e repensar as atitudes, antes que seja tarde demais!
 

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