Folha de Ribeirão Pires


04/09/2018 10:25 - Folha nos Bairros

Parque Linear: ponto de união entre três bairros de Rio Grande

 Vila Conde, Tsuzuki e Recanto das Flores compartilham de um vasto espaço destinado ao lazer

Espaço conta com 18 mil metros quadrados de áreaInaugurado em julho de 2016, no Recanto das Flores, o Parque Linear  é um dos atrativos da região e atende a população de bairros vizinhos, principalmente a Vila Conde e a Vila Tsuzuki. O nome escolhido para o parque é uma homenagem ao morador e empresário de Rio Grande da Serra Luiz Antonio Correia.
 
Com boa aceitação entre os moradores, o Parque conta com um espaço amplo -  mais de 18 mil metros quadrados -  e ainda segue em projeto de expansão.
 
O local, antes destinado à um aterro, possui playground, quadra esportiva, ciclofaixa, área destinada à caminhada, entre outros atrativos.
 
Robson Santos é morador de Rio Grande da Serra  há seis meses e afirma que um dos seus ambientes preferidos na cidade é o Parque Linear. “Tenho três filhos e eles sempre pedem para vir brincar aqui. Pelo menos umas três vezes por semana eu trago eles aqui, porque é único lugar destinado ao lazer.”
 
Moradores de bairros próximos também utilizam o local com bastante frequência, como no caso de Reginaldo Francisco Oliveira, de 53 anos. Morador da Pedreira há mais de 20 anos, ele conta que costuma caminhar pelo Parque ao menos uma vez por dia.
 
O Parque Linear Luiz Antonio Correa tornou-se um local para que os munícipes aproveitem finais de semana e feriados sem precisar sair de Rio Grande da Serra.


Associação Nipo Brasileira de RGS


Há 71 anos, a Associação Nipo atua em prol da comunidade de RGSO início da imigração japonesa na cidade de Rio Grande da Serra começou no ano de 1945, e um ano depois - em 1946 - já era considerada uma colônia japonesa, contando com 20 famílias. 
 
A principal preocupação das famílias era manter a educação de seus filhos na língua japonesa e no “ghunchin” matéria escolar importante no Japão, que passava os valores do país, orgulho da nação nipônica. Com isso, deu-se início à Associação Nipo Brasileira de Rio Grande da Serra, em 1947. No entanto, somente em 1960, a associação adquiriu um espaço de mais de cinco mil metros quadrados para a construção de sua sede social, sob o comando de Massaiki Suyure, primeiro presidente eleito. 
 
Atualmente, a associação utiliza seu espaço para a prática de ações voltadas para a comunidade, entre ações e projetos sociais, em parceria coma Aprisco - Associação de Presbiterianos para Inclusão Social Comunitária. 
 
Entre os projetos estão o “Tabuleiro Jiu Jitsu”, que tem como intuito diminuir a ociosidade das crianças existentes na comunidade, ajudando na sua formação social e acrescentando valores que não fazem parte do cotidiano. Outro projeto de destaque é o “Fusaprisco: Futebol Social Aprisco”, que também visa auxiliar na educação da criança por meio do esporte.
 
A associação também promove aulas de culinária e atendimentos médicos.  


Serviços dos bairros


Parque Linear Luiz Antonio Correa 
 Avenida José Bello, altura no nº 1.000 - Recanto das flores
 
UBS Raimundo da Mata 
Rua Arujá, nº 151 - Vila Conde
 
EMEB David Barbosa Da Silva 
Rua Ferraz de Vasconcelos, nº1 - Vila Conde 


A opinião dos moradores


Maria Auxiliadora Bento – 72 anos
 
“Aqui é um lugar para morar porque é bem calmo. A situação da minha rua (Rua Mauá) não está muito boa, já faz um tempo que o serviço de limpeza das ruas na passa por aqui”, afirma Maria. “Outro ponto negativo aqui no bairro é a falta de médico na UBS, precisa melhorar muita coisa na saúde”, diz.
“Moro aqui há 40 anos e nunca pensei em sair da Vila Conde”, finaliza Maria Auxiliadora.



Maria das Graças Cardoso Silva – 45 anos 
 
“A situação do nosso bairro está muito ruim. Falta iluminação em alguns postes, a gente liga reclamando, mas ninguém vem arrumar. A região da praça é muito escura e acaba sendo ponto de consumo de drogas”, afirma.  
“As calçadas estão em péssimas condições, esses dias fui atropelada porque não tinha sinalização no local. Não temos segurança nas ruas, há casos de moradores que foram assaltados na porta de casa”, conclui a moradora.



Uelson Gomes de Oliveira - 36 anos 
 
“A situação do bairro está ótima, não tenho do que reclamar”, afirma o morador. 
“Utilizo a UBS com frequência e nunca tive problemas. Eu e minha esposa sempre fomos bem atendidos pelos funcionários. Eu vejo publicações de algumas pessoas reclamando sobre o hospital e a UBS, mas eu particularmente nunca tive problemas”, conta.
“Eu me sinto seguro no meu ambiente de trabalho, no meu bairro.”


Os personagens do bairro


Djalma dos Santos - 51 anos (Morador do Recanto das Flores há 30 anos)
 
Djalma dos Santos é um dos apaixonados por Rio Grande da Serra - especialmente por seu bairro.
Quando completou 15 anos se mudou para Mauá, onde permaneceu por mais 15 anos. “Viver em Mauá foi um sufoco”, relembra Santos.
 Entretanto, acabou não se acostumando com local em que vivia decidiu retornar para seu antigo bairro, após comprar a casa que pertencia a seus pais.
Segundo o morador, o bairro teve mudanças significativas, tornando o local perfeito para conviver. 
Como na maioria dos locais, o Recanto das Flores também possui algumas dificuldades. Na opinião de Djalma, o que o bairro necessita é de oportunidades de empregos. “As empresas deveriam vir para cá, porque o pessoal precisa trabalhar. Muitos saem de Rio Grande e não conseguem arrumar emprego porque moram aqui, as empresas não aceitam pagar mais passagens”, conclui o morador. 


Marcelo Akira Nagashima - 42 anos (Comerciante na Vila Conde há 8 anos)

Marcelo é morador da Vila Niwa, mas há oito anos foi abraçado pelos moradores da Vila Conde - local escolhido pelo comerciante para abrir  o Point do Akira.
Aos 17 anos,  deixou a cidade de Rio Grande da Serra e foi para o Japão viver uma das experiências mais marcantes de sua história, percorrendo vários países, além do Japão, com o grupo Samba Show.
Em 2011, Akira e sua família estavam no Brasil a passeio, quando um terremoto de magnitude 8,9 atingiu a costa nordeste do Japão. Com medo de retornar, decidiram permanecer no Brasil e ganhar a vida em Rio Grande da Serra. “A proposta para comprar um ponto na Vila Conde surgiu. Fui conhecer e logo quando chegamos na entrada, os moradores foram muito atenciosos e os comerciantes locais também, me senti em casa”, finaliza Akira.
 
 

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