Folha de Ribeirão Pires


18/09/2018 10:09 - Folha nos Bairros

Parque América: Saneamento Básico irá mudar a realidade local

Área é uma das beneficiadas com as obras de infraestrutura anunciadas pelo Prefeito Municipal Gabriel Maranhão

Avenida Marechal Rondon, umas das principais vias do Parque América A equipe do Folha nos Bairros visitou, na última quarta-feira (12), o Bairro Parque América, em Rio Grande da Serra. 
 
 No início deste ano, o prefeito Gabriel Maranhão anunciou um pacote de investimentos que beneficiará o local com pavimentação de vias e implantação de Saneamento Básico, uma das principais queixas dos moradores.  
 
Na área de pavimentação, o programa visa levar melhores condições de vida aos moradores de bairros afastados, como no caso do Parque América.  
 
Os paralelepípedos retirados das obras de asfaltamento das grandes avenidas estão sendo utilizados nas obras de calçamento de ruas locais. Entre as ruas beneficiadas no cronograma das obras, destaque para Pacaembu e Guaratinguetá.  
 
“O reaproveitamento dos paralelos barateia a obra, assim, conseguimos levar melhorias para um número maior de pessoas”, afirma Maranhão. 
 
E os avanços não param por aí, em breve, os moradores do Parque América contarão com mais uma conquista pedida há anos, o desembargo do bairro, o que possibilitará a retirada das escrituras de residências e ainda a construção de novas moradias.  
 
Valdilene Maria de LimaMas será nas obras de Saneamento Básico que a população do Parque América e região terá o seu maior ganho. Através de convênio firmado junto a Sabesp, a Prefeitura irá atender mais de cinco mil moradores da região. A Sabesp estima investir R$ 40,5 milhões na obra, que tem início previsto para novembro deste ano. 
 
Vereador no bairro, o presidente da Câmara, João Mineiro, está confiante que o Parque América terá o seu desenvolvimento aprimorado.  
 
“A região do Parque América dará um salto de qualidade de vida para população. Nós sempre lutamos para que esse momento chegasse”, disse Mineiro. 
 
Arnaldo Dias de Barros Mas nem tudo são flores. Arnaldo Dias de Barros, 60 anos, morador do bairro há cinco meses, indica serviços. Segundo ele, as condições da rua Carlos Nóbrega Teixeira é precária. 
 
 “Precisamos de pavimentação, de calçadas... quando a rua não fica tomada de lama por conta da chuva, fica cheia de poeira devido ao tempo seco.” Apesar de todos os entraves diz gostar do bairro, “um lugar tranquilo”.
 
Maria Francisca de Sousa Com 29 anos no bairro, Valdilene Maria de Lima, 30 anos, pede áreas de lazer.
 
 “Nosso bairro precisa de um parque, um espaço para as crianças brincar. Aqui não tem praticamente nada”, ressalta Valdilene. 
 
Por fim, Maria Francisca de Sousa, 62 anos, há 29 anos no morando no Parque América alerta: “Quando o ônibus passava por aqui e ia direto para Ribeirão Pires não tinha tanto assalto. Agora a gente só escuta as pessoas falando que foi roubada, porque passam por aqui a pé pra ir pra estação”, conclui a moradora.

Personagem do Parque América


Gilberto Paulo da Silva, o Chocolate, é morador do bairro há 22 anosO personagem homenageado de hoje no Folha nos Bairros - edição Parque América - é Gilberto Paulo da Silva, de 50 anos, mais conhecido por Chocolate, morador do bairro há 22 anos.
 
Após a morte de sua mãe em 1988, Gilberto decidiu ir embora de sua cidade, em Pernambuco. Antes de chegar a Rio Grande da Serra, ele passou por várias outras cidades do Estado de São Paulo.
 
“Trabalhei como caseiro em uma chácara, passei muita fome, dormi em carro velho. Eu sofri muito”, relembra Chocolate.
 
O apelido surgiu devido seu trabalho como fabricante de trufas, que começou de uma maneira no mínimo curiosa. 
 
“Eu estava trabalhando na chácara, quando achei uma barra de chocolate”, conta Gilberto. “Eu limpei a barra, fiz alguns bombons tudo errado e vendi.”
 
Depois do primeiro contanto com a fabricação, Chocolate foi em busca de aperfeiçoamento para começar a produzir as trufas. No início, a produção era feita apenas por Gilberto e sua esposa. No entanto, com a grande demanda de pedidos, foi necessária a contratação de funcionários. Em uma semana eram vendidos muitas trufas nas cidades de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá.
 
Há 12 anos, Chocolate não produz mais  suas famosas trufas, mas o apelido permanece até hoje. 
 
“Aqui, todo mundo me conhece como ‘Véio do Chocolate’, finaliza o morador.


Você sabia que...


Aí começa uma história e pra lá de engraçada. Como é do conhecimento popular, o Cemitério São Sebastião é até hoje, utilizado para trabalhos espíritas, mas em um passado recente, esse feito era visto por muitos como assombração.
 
 Moradores da região do Parque América e Rio Pequeno, que passavam pelo local durante a noite e madrugada, dizem que ouviam cantorias e risadas, como se no local tivesse sendo realizadas festas. Tudo comprovado no outro dia, pela quantidade de alimentos e bebidas que ficavam amontoados em frente ao cemitério.
 
 A grande pergunta era quem tinha a estranha mania de promover festas junto aos mortos. E é claro, sobrou para o coveiro. Até que um dia, um homem chamado Pinguinha, se prenda ao nome, resolveu esclarecer o caso.
 
 Ele contou em um bar da região central da cidade, que em uma noite chuvosa, foi arrastado para dentro do Cemitério por dois mortos e jogado numa cova. Assim que foi preso, os esqueletos começaram uma festa para comemorar a captura de mais um “ser vivo” e a cantoria e comilança, perdurou a noite toda, daí o barulho e a quantidade de alimentos jogados fora no outro dia.
 
 Nem é preciso dizer que no momento do “sequestro”, Pinguinha, estava alcoolizado.
 
O relato do conhecido morador ganhou as ruas e muita gente, na época, não passava em  frente ao cemitério durante a noite, certos que poderiam ser a próxima vítima dos mortos. Mas logo a história caiu em descrédito e todos souberam que o resto de comida e bebida depositadas em frente do cemitério nada mais era o resultado da limpeza que os coveiros faziam diariamente no local. Quanto aos sons que vinham do interior do local, não passavam de ritos religiosos.
 
Texto retirado do encarte: “As histórias de Rio Grande da Serra”, íntegra do encarte da Folha de 04 de maio de 2011.

Serviços do bairro


EMEB Recanto Infantil Madre Maria de Jesus
Avenida Marechal Rondon, nº1111- Parque América - Telefone: 4821-5253 
 
UBS Parque América
Rua Doutor Rui Trindade, nº177 - Parque América - Telefone: 4821-3878 
 
Centro de Zoonoses 
Rua Doutor Rui Trindade, nº205-Parque América - Telefone: 4821-3878 
 
Escola Estaudal Cora Coralina
Estrada do Rio Pequeno, 1147 - Pq. América - Telefone: 4820-1231
 
Escola Estadual Deputada Ivete Vargas
Estrada do Rio Pequeno, 2700 - Vila Palmira - Telefone: 4820-1210
 
Fonte: Prefeitura de RGS
 
 
 

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