Folha de Ribeirão Pires


10/10/2017 09:55 - Editorial

O peso de se tornar vidraça

Chegar ao poder é acumular ganhos e perdas, é ter a responsabilidade de colocar em prática o que foi dito durante a campanha eleitoral e principalmente, promover projetos e programas declarados à população. Assim deve ser um mandato em qualquer esfera de poder.
 
Mas o que acontece quando o discurso não condiz com a realidade? O que foi prometido não retrata aquilo executado? E a austeridade nada mais é que vago discurso?
 
É o que acontece na cidade de Ribeirão Pires. Governantes sendo cobrados pelas redes sociais, veículos de imprensa e Câmara de Vereadores. É o peso de se tornar vidraça, responder as críticas e saborear o fardo das promessas vazias que se fazem durante o pleito eleitoral.
 
Ribeirão Pires vive no presente, o que não foi cumprido quando dito no passado. O prefeito Kiko Teixeira (PSB), que tanto pregou austeridade nas questões públicas, permite aos seus comandados que trabalhem a coisa pública como privada, que afrontem a Câmara de Vereadores com afirmações vazias, sem que a responsabilidade pelos atos seja cobrada.
 
Em apenas 9 meses de governo, já se viu denunciado sexo no gabinete, suposto desvio de material para obra particular e insinuações de que parlamentar possui estreitas ligações com pessoas do crime.
 
A Prefeitura, através do senhor prefeito, que deveria dar o exemplo de moralidade, deixa correr solto. Logo teremos pichações escancarando os escândalos, sem que se possa apagar, já que a Lei Antipichação foi mais uma promessa que não se concretizou, mesmo tendo o vice-prefeito, Gabriel Roncon (PTB), como o “pai da criança”.
 
E assim segue a Estância, longe do pulso forte, cada vez, mais do mesmo.
 

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