Folha de Ribeirão Pires


08/06/2018 09:36 - Editorial

Na política é preciso construir pontes

A sessão ordinária da Câmara de Rio Grande da Serra na última quarta-feira abriu uma discussão interessante no meio político:
Saber quando recuar e assim, garantir a construção de pontes.
 
A arte de fazer política está na costura das alianças, dos pensamentos, dos objetivos, de se chegar a um denominador comum, entretanto, não é o que se tem visto nas Casas Legislativas.
 
Na Câmara de Rio Grande da Serra, o que todos assistiram na última sessão foram trocas de acusações sérias entre os vereadores Claurício Bento (DEM) e Jhol Jhol (PSD). Acusações estas que precisam ser analisadas pela Comissão de Ética, mas, que tiraram o foco de uma sessão que discutiu temas importantíssimos para população. 
 
Vale ressaltar que a Casa de Leis de Rio Grande é uma das mais atuantes e combativas da região, com vereadores engajados na melhoria da qualidade de vida da população.
 
Mas, em meio a tanta discussão, outro vereador se destacou. Como diria os mais velhos, “jogou água na fogueira” e colocou todos para refletir. Lendo o poema Intertexto, de Bertolt Brecht, o parlamentar Claudinho Monteiro (PSB) chamou os nobres pares para responsabilidade.
 
“Primeiro levaram os negros, mas não me importei com isso, eu não era negro. Em seguida levaram alguns operários, mas não me importei com isso, eu também não era operário. Depois prenderam os miseráveis, mas não me importei com isso, porque eu não sou miserável. Depois agarraram uns desempregados, mas como tenho meu emprego, também não me importei. Agora estão me levando, mas já é tarde, como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo”. 
 
Que sirva de lição!
 

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