Folha de Ribeirão Pires


11/12/2018 09:50 - Política

Mesmo com a Saúde na UTI, vereadores de Ribeirão Pires engavetam CPI da Saúde

Criada em 2015 para investigar irregularidades no setor, CPI não passou de uma promessa

Rogério do Açougue, Paixão e Amaury Dias: os escolhidos para a ComissãoA Saúde na Estância segue sendo tema de reclamações por parte de moradores. A cada dia uma nova denúncia traz a público o caos do setor.
 
Apesar do clamor popular, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta em 2015 para apurar eventuais irregularidades no setor ainda não saiu do papel.
 
A CPI possui até uma Comissão anunciada em setembro de 2017, presidida pelo vereador Paixão (PPS), mas nada apurou até o momento. A Comissão tem ainda Rogério do Açougue (PSB) como membro e Amaury Dias (PV) relator. Em março deste ano Amaury deixou a Comissão alegando morosidade nos trabalhos.
 
Quando do anúncio dos membros da CPI, o presidente Paixão declarou que os trabalhos seriam transparentes para dar um retorno para o povo.
 
“O que nós vamos fazer aqui (CPI) não tem nada com política, nós seremos imparciais, para dizer a verdade, dar a justificativa para o povo e a total transparência sobre o que está acontecendo”, disse Paixão em reportagem publicada pela Folha em setembro de 2017.
 
Em um primeiro momento, o atraso nos trabalhos se deu por um problema no Regimento Interno da Casa de Leis, que foi equacionado em agosto do ano passado.
 
A Folha não conseguiu contato com Paixão para tratar sobre a atual situação da Comissão Parlamentar de Inquérito.
 
Se por um lado a Câmara de Vereadores se recusa a apurar os desmandos e descasos da Saúde em Ribeirão Pires, a população e servidores municipais seguem denunciando as irregularidades, a última, um vídeo enviado para Folha na última sexta-feira, mostrando infiltração no recém-reinaugurado Hospital e Maternidade São Lucas. A paciente filmou água escorrendo pelas paredes da unidade hospitalar. A Prefeitura de Ribeirão Pires não se posicionou.
 
Na última edição, a Folha trouxe outra denúncia, o descaso com o CAPS I. O local especializado no cuidado e proteção à criança e ao adolescente está sem profissionais de saúde, com falta de equipe administrativa, e com material pedagógico quebrado ou em péssimo estado de conservação.
 
Outras denúncias apontam a falta de profissionais no CAPS Adulto, problemas na marcação de consultas e ausência de medicamentos na rede pública.
 
Se não bastasse os apontamentos dos moradores, uma outra CPI realizada na Assembleia Legislativa indicou possíveis irregularidades na Saúde em Ribeirão Pires. Membros da Comissão chegaram a cobrar posicionamento dos parlamentares da Estância.
 
“As Câmaras dos municípios não estão fazendo o que estamos fazendo aqui (investigando). Deveriam fazer!”, cobrou o então sub-relator da CPI, deputado Carlos Neder (PT), tendo em vista duas empresas prestadoras de serviços em Ribeirão Pires terem sido citadas na CPI estadual. O Instituto CEM que teve o contrato rescindido por conta de possíveis irregularidades no contrato e a Santa Casa de Birigui, atualmente gestora da UPA e CAPS na cidade.
 

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