Folha de Ribeirão Pires


12/01/2018 10:09 - Cidade

Medo de contrair Febre Amarela promove corrida aos postos de saúde da região

Ontem por volta das 7 horas a fila era enorme na Unidade Básica de Saúde da região central de Ribeirão Pires. Campanha só começa dia 3

Na manhã de ontem (11), uma fila imensa contornava o posto de saúde da região central de Ribeirão PiresBastou o Ministério da Saúde publicar que os municípios de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá estão entre as cidades que deverão vacinar a população contra a Febre Amarela, para que uma legião de pessoas formassem filas nos postos de saúde.
O medo de contrair a doença e a falta de informações básicas estão levando pessoas que não precisam se vacinar às unidades.
 
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, não há necessidade de corrida aos postos de vacinação, a região do Grande ABC não está classificada como área de risco, mas sim, no programa preventivo de vacinação, tendo em vista a proximidade com região de mata. Não existe nenhum caso confirmado de Febre Amarela nas sete cidades do Grande ABC.
Segundo a Prefeitura de Ribeirão Pires, até o presente momento, seguindo orientação da Secretaria de Saúde Estadual, a vacinação é destinada apenas para moradores que irão viajar para áreas onde há confirmação de casos.
 
Em Ribeirão Pires a campanha de vacinação contra a Febre Amarela será realizada de 3 a 24 de fevereiro. Todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade disponibilizarão doses da vacina. A vacinação será destinada a toda a população, com idade a partir de 9 meses. Para idosos com mais de 60 anos, será necessária a apresentação de avaliação médica autorizando a aplicação da vacina. A dose não é indicada para gestantes e mulheres que estejam amamentando. A vacinação é contraindicada para crianças com menos de seis meses de idade, imunodeprimidos graves e portadores de doenças autoimunes, além de outros casos específicos.
 
Mais informações sobre a campanha, como disponibilidade de doses, serão confirmadas pelo Estado nos próximos dias.
 
Rio Grande da Serra, segundo a secretária de Saúde, Suzenete Carlis, fará parte da campanha a partir do dia 3 de fevereiro, entretanto, afirmou que os munícipes não precisam correr aos postos antes da data de início da campanha, já que em Rio Grande da Serra não foi registrado nenhum caso da doença.
 
Segundo dados divulgados pelo Governo do Estado, a meta na cidade é de vacinar 44.959 pessoas. As Unidades de Saúde que estarão atendendo a população durante a campanha contra a Febre Amarela serão divulgadas até o final deste mês.
 
A campanha será realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado 0,1 ml da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos.


Idosos, gestantes e imunodeprimidos só devem tomar a vacina com orientação médica


A Folha percorreu alguns postos de saúde e verificou que ainda existem muitas dúvidas ligadas as pessoas tidas como “grupo de risco”: Idosos, portadores do HIV positivo, grávidas e pessoas com câncer.  
 
Segundo as autoridades de saúde, esse grupo só deve receber a vacina após orientação médica e alertam para não omitirem suas doenças, pois a aplicação da vacina pode ter efeito contrário e levar a óbito.
 
A campanha que se inicia em fevereiro também prevê a oferta de doses convencionais, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina, grávidas residentes em áreas de risco, transplantados, e portadores de doenças crônicas – como diabéticos, cardiopatas e renais crônicos, por exemplo.
 
Além da população já citada, devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.
 
Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Entretanto, em caso de dúvida é fundamental consultar o médico.

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