Folha de Ribeirão Pires


13/03/2018 09:56 - Editorial

Gisela Saar um nome para ser lembrado

De origem Alemã, Gisela Saar tinha todos os requisitos para, como tantos outros, crescer em Rio Grande da Serra e depois fazer carreira fora do município. Seus familiares chegam à cidade em 1899 e fizeram morada no Jardim Maria Paula, onde Gisela nasceu, cresceu e fincou moradia até a sua morte na última sexta-feira.
 
Formada em Direito, foi ganhando espaço e respeito no Grande ABC e ao longo das décadas, tornou-se uma das principais defensoras do patrimônio histórico da região, e em especial, da cidade que escolheu para viver.
 
Quem teve a oportunidade de “agarrar” boas conversas com a historiadora, sem dúvida ganhou e pode conhecer um pouco mais da História e histórias das cidades da região.
 
Defensora ferrenha da preservação dos marcos histórico de Rio Grande da Serra, Gisela Saar lutou como poucos para que a Capela São Sebastião, construída em 1611, ficasse em pé, que após uma decisão da Prefeitura Municipal, em 1979, o prédio deteriorado começou a ser demolido, mas um grupo de preservacionistas, liderados por Saar, se manifestou e conseguiu barrar a destruição da Capela. Quase 28 anos depois, em 2007, ela é restaurada e liberada para visitação.
 
Apesar de toda notoriedade, Gisela Saar morre sem ver concretizado o seu maior sonho: O Museu Municipal. Ao longo dos anos, as administrações municipais deixaram para segundo plano a instalação do equipamento de cultura, e com a morte de Gisela Saar, parte desse acervo morre com ela.
 
Um erro que ainda pode ser reparado, pelo menos em partes. Como no Brasil, a valorização só vem após a morte, que seja então iniciada as tratativas para criação do Museu, tema inclusive, que vinha sendo discutido junto a membros do Conselho Municipal de Cultura, sem muitos avanços. 
 
Quem sabe agora! 
 

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