Folha de Ribeirão Pires


19/02/2019 09:33 - Editorial

É a chuva que mata na região?

Todos os anos é a mesma história, pessoas morrendo soterradas ou afogadas decorrentes das fortes chuvas dos meses de Verão, e a desculpa sempre a mesma: O grande volume de água em pouco espaço de tempo. Será?
 
A culpa pelas mortes não deve ser jogada nas costas dos temporais, eles despejam água, contudo, não mata. O que mata é a inércia do Poder Público.
 
Os assassinatos ocorridos no último final de semana na cidade de Mauá não podem ser tratados como fatalidade, às crianças soterradas é o exemplo claro da ausência dos órgãos fiscalizadores e do social naquela região.
 
Não é de hoje que áreas de risco no Jardim Zaíra acabam em tragédia, na maioria das vezes com mortes, essas mortes esquecidas pelas autoridades que insistem em colocar a culpa na chuva. 
 
Até os órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público, prefere fechar os olhos e ficar com a desculpa daqueles que não fazem nada para mudar tal realidade.
 
Basta procurar nos planos de governos em épocas eleitorais para encontrar em destaque que o pobre terá vez e será tratado com dignidade. Não, o pobre continuará como sempre, à mercê da sorte.
 
Enquanto as crianças eram enterradas, o prefeito afastado e a prefeita interina de Mauá trocavam farpas através das redes sociais. Acusações mútuas, tentando esconder a verdade: Ambos são culpados.
 
Foram eleitos juntos para os cargos de prefeito e vice-prefeito, portanto, senhor Atila Jacomussi e senhora Alaíde Damo deixem a sede de poder de lado e façam o que já deveria ter sido feito há muito tempo. 
 
Trabalhem para tirar de vez essas famílias das encostas para que depois não tenham que vir a público justificar o injustificável.
 

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