Folha de Ribeirão Pires


19/02/2019 09:46 - Polícia

Casal envolvido com produção de linguiças dá entrevista à Folha

Após o caso ganhar repercussão na cidade na última semana , o responsável pela produção das linguiças e a proprietária da casa  procuraram a Folha para esclarecer alguns pontos, que segundo eles, não condizem com a verdade. O casal não permitiu ter suas imagens divulgadas.
 
De acordo com o casal, a produção de linguiças artesanais estava em processo de regularização. “Construímos esse espaço na garagem há cerca de dez dias e não estava finalizado”, afirma o responsável. “As linguiças eram produzidas com toda higiene necessária e armazenadas em uma câmara fria e não da maneira em que estavam nas fotos divulgadas”, relata. 
 
Em relação ao forte cheiro mencionado, o dono explicou que esse odor é característico da produção de linguiças. “Nenhuma carne estava fora da validade, todas possuíam notas fiscais. As encomendas eram feitas diretamente em um frigorífico, em Mauá”. 
 
Outro ponto muito questionado pelos moradores da Estância foi a venda desses embutidos, que - segundo informações divulgadas - eram comercializados em açougues locais. “Essa informação não é verdadeira. Eu não vendia em açougues da cidade. Eu comercializava de porta em porta, com clientes que já estavam acostumados a comprar as linguiças”, explica. 
 
O casal ainda relata que o estabelecimento foi lacrado pela Vigilância Sanitária pelo fato de não possuir licença para a produção de derivados de carne e não atender os requisitos  de higiene e organização previstos e não por conta da procedência  das carnes. 
 
Para a proprietária da casa e mãe das três crianças mencionadas na denúncia recebida pela Folha, a situação não passa de uma briga familiar pela guarda de uma das crianças. “Meu ex-marido se aproveitou de uma situação que não tem relação alguma com as crianças para conseguir a guarda do meu filho mais novo”, afirma a mãe. 
 
A mulher relata que após a divulgação do caso, familiares do seu ex-companheiro passaram a ofendê-la em redes sociais e acusá-la de maus-tratos contra as crianças. “Meus filhos não tinham contato com a produção, que ocorria em um local separado da minha casa”. 
 
Ao ser perguntada sobre o fato de as crianças comerem as linguiças que eram produzidas, a mãe afirmou que todos em sua casa ingeriam os embutidos. “Todos comiam as linguiças porque eu sabia da procedência, tudo era limpo, as carnes e as tripas utilizadas tinham notas fiscais. Eu jamais daria algo aos meus filhos sem saber a origem”, conta.  
 
O dono da “fábrica de linguiça” negou todas as acusações referentes ao fato de ser dono de uma fazenda na qual realizava a produção de embutidos e, ainda, de que já havia sido detido pelo mesmo crime. “Eu trabalhei em frigorífico minha vida inteira, nunca tive fazenda. Eu produzia algumas linguiças na casa dos meus pais, mas nunca passei por uma situação como essa”, diz. 
 
“Pretendia terminar a construção do cômodo, regularizar todas as documentações, mas agora não quero e nem posso mexer com isso”, finaliza. 

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