Folha de Ribeirão Pires


05/12/2017 10:00 - Política

Câmara de Ribeirão Pires rejeita Taxa do Lixo proposta por Kiko Teixeira

Pressão popular levou os vereadores da Estância a reavaliarem o voto e rejeitarem a Taxa do Lixo em Ribeirão Pires

Câmara ficou lotada na sessão de ontem da Casa de Leis de Ribeirão PiresA Câmara de Vereadores de Ribeirão Pires rejeitou na manhã de ontem (4), proposta do Executivo para implantar na Estância a Taxa do Lixo. A medida foi indicada pelo prefeito Kiko Teixeira (PSB) e negada pelos 17 legisladores. Em sessão com casa cheia, a pressão popular pesou na decisão. Em 2018, não haverá a cobrança do tributo.
 
O Governo ainda tentou aprovar a medida, enviados do prefeito estiveram minutos antes da votação reunidos com os parlamentares. No encontro foi proposto que regiões onde não há coleta de lixo e famílias carentes fossem anistiadas da medida.
O Paço não aceitou. Outra medida rejeitada pela equipe do prefeito Kiko Teixeira, foi a redução dos valores cobrados. 
 
Com a negativa de negociar, por parte da Administração, a Casa de Leis rejeitou a criação da taxa por unanimidade.
 
“Os vereadores ainda tentaram negociar com o Governo, mas foram irredutíveis, não quiseram aceitar as propostas dos vereadores, aí, ficou difícil defender a medida”, disse o líder do prefeito da Câmara, vereador Silvino de Castro (PRB), que acompanhou os colegas rejeitando a proposta.
 
“Entendo que a criação de tributos não é a solução, não vai ser a taxa que vai resolver os problemas, a população não pode pagar pela ingerência do Poder Público”, disse o vereador Amigão D’Orto (PTC). 
 
O parlamentar ainda completou a fala frisando que o Executivo vive em outra realidade. “O Executivo vive em outra realidade, não percebe que a população não consegue pagar mais taxas e espero sim, uma Gestão de verdade”, finalizou D’Orto.
 
Outro vereador a defender a rejeição da medida foi Rogério do Açougue (PSB).
 
“Sou contrário a criação da Taxa do Lixo, fui eleito para representar a população e não o Governo”, destacou Rogério.
 
O presidente do Legislativo, Rubens Fernandes, o Rubão (PSD), frisou a participação popular, segundo ele, decisiva para evitar a criação da tarifa.
 
“Vocês (população) estão de parabéns, se mobilizaram e estão lotando essa Casa. Isso mostra força e participação, decisiva nas discussões dos assuntos polêmicos”, finalizou Rubão.
 
A estimativa do prefeito era a de arrecadar cerca de R$ 7 milhões com a cobrança que seria enviada junto ao carnê do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Se aprovado, o novo imposto iria taxar os contribuintes residenciais entre R$ 1,25 e R$ 1,75 por metro quadrado. Comércio em R$ 1,75 o m2 e indústrias passariam a contribuir com R$ 1,80 por metro quadrado.  
 
A coleta e destinação do lixo  está estimada em gasto anual de R$ 8.000.000,00.
 

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