Folha de Ribeirão Pires


03/07/2018 09:41 - Editorial

As drogas tomam conta das cidades

O comércio e consumo de entorpecentes nas cidades da microrregião já deixou de ser um caso exclusivamente de Polícia, deve ser tratado como Saúde Pública.
 
Apesar das negativas das autoridades, alguns endereços de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá já se transformaram em pequenas cracolândias que recebem pessoas de todas as idades, 24 horas por dia, em busca de drogas.
 
Moradores dos arredores se protegem como podem. Grades nas janelas, muros altos, alarmes e muita harmonia com os usuários e traficantes.
 
A Polícia, sem dúvida faz a sua parte, mais de 200 casos de prisões envolvendo entorpecentes foram registrados nas três cidades da microrregião, e o número só vem crescendo em 2018.
 
Relatos da população que convivem no entorno das “biqueiras” destacam a presença do policiamento, entretanto, são unânimes ao relatar que terminada a investida policial, tudo retorna a sua normalidade, ou seja, o tráfico atuante e os dependentes presentes.
 
As autoridades assistem tudo passivamente, com programas sociais que não atingem os vulneráveis, apenas colaboram para o crescimento do número de dependentes.
 
Circular por ruas e vilas das três cidades, é verificar que a sociedade está doente, o jovem dependente e sem qualquer perspectiva de futuro.
 
A sociedade precisa pressionar as autoridades de todos os escalões, para que uma política séria antidrogas seja colocada em prática, mas não a pautada exclusivamente na repressão, e sim, com oportunidades para uma vida digna e de possibilidades reais, caso contrário, seremos todos dependentes, seja químico ou social.
 

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