Folha de Ribeirão Pires


11/09/2018 09:47 - Política

Após ter Reforma Administrativa aprovada, Kiko quer votar doação da Fábrica de Sal

Paço trabalha para aprovação do projeto que quer doar área da Fábrica de Sal para a Fiesp.
Câmara quer debater o tema com a população

Em 2011, técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas constataram que o prédio da Fábrica de Sal e o terreno estavam contaminadosA Prefeitura de Ribeirão Pires se prepara para mais uma votação importante na Câmara Municipal, a doação da área onde está localizada a Fábrica de Sal, a Biblioteca e uma escola municipal. A área de 12 mil metros em região nobre da Estância seria entregue para iniciativa privada em troca da revitalização do prédio histórico e a construção de uma nova escola do Sesi.
O projeto enfrenta resistência por parte dos vereadores e da sociedade civil. Entre os pontos discordantes está a doação do terreno público à entidade privada, a retirada de uma escola municipal e a biblioteca da área, e o destino da Fábrica de Sal que passaria a ficar em um terreno particular. Entre os favoráveis a doação pesa o fato da revitalização do patrimônio histórico. Outro ponto que a Prefeitura ainda não conseguiu deixar claro aos vereadores é o destino dos serviços oferecidos no local. Informações dão conta de que a atual E.M. Profª. Lavínia de Figueiredo Arnoni seria transferida para um prédio alugado e a biblioteca ainda estaria com o destino indefinido.
O projeto de doação está sendo analisado nas Comissões da Casa de Leis, e após a vitória do Governo que conseguiu aprovar a Reforma Administrativa, destinando quase R$ 12 milhões por ano para pagar servidores comissionados, o prefeito Kiko Teixeira (PSB) aposta no apoio dos legisladores para conseguir a aprovação da matéria.
Para ver a Reforma aprovada, o prefeito teve de fazer algumas mudanças no texto, retirou os  12 cargos de Assessor Regional e um de Assessor Especial de Regiões, juntos aos novos comissionados iriam custar anualmente R$ 600.847,20, entretanto, criou cargos de assessores, não baixando significativamente os gastos com os servidores de livre nomeação.
Apesar do otimismo, o presidente do Legislativo, vereador Rubens Fernandes, o Rubão (PSD), diz que não colocará o projeto em discussão antes de ouvir a população. Rubão defende a realização de audiência pública para tratar os termos da proposta. 
“A Prefeitura precisa discutir melhor o projeto, está ofertando gratuitamente uma área importante para a iniciativa privada, em troca de uma escola que irá atender os filhos dos associados”, destacou o presidente. Na mesma linha seguem os vereadores Amaury Dias (PV), Edmar Aerocar (PV), Danilo da Casa de Sopa (PSB) e Amigão D’Orto (PTC).
O prefeito tem pressa em firmar a parceria, chegou a ventilar levantar o recesso parlamentar no mês de julho para que os vereadores votassem a doação, contudo, a repercussão negativa da medida acabou por deixar o projeto para discussão em agosto que segue sem votação até o momento.
Vale ressaltar que a área que consta no projeto, segundo estudos, está contaminada por sal. Pela proposta do Executivo Municipal, a Fiesp poderá devolver o terreno caso os técnicos analisem como inviável a construção da escola. No artigo 6ª da lei, fica assegurado o direito de devolução, sem qualquer ônus, no caso de eventual contaminação do solo. Essa análise terá que ser feita em até 4 anos. 
 

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