Folha de Ribeirão Pires


11/12/2018 09:43 - Editorial

A imparcialidade do presidente da CPI da Saúde

Os vereadores de Ribeirão Pires aprovaram no ano de 2015 a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada a apuração de possíveis irregularidades na Saúde Pública da Estância. Ao findar de 2018, três anos depois, nada foi investigado.
 
A morosidade dos vereadores em investigar o caos da Saúde na cidade chama a atenção. Em 2017 uma Comissão chegou a ser anunciada, com direito a presidente e prazo de 180 dias para o término dos trabalhos. Mais uma vez nada foi apurado.
 
O presidente, vereador Paixão (PPS), deu entrevista evidenciando a importância de se apurar o errado, incluindo a atual gestão do prefeito Kiko Teixeira (PSB). Utilizou de frases fortes: “O que nós vamos fazer aqui (CPI) não tem nada com política, nós seremos imparciais, para dizer a verdade, dar a justificativa para o povo e a total transparência sobre o que está acontecendo”, tudo ficou no campo do discurso.
 
De nada adiantou o clamor da sociedade, nem mesmo o resultado de outra CPI, a da Assembleia Legislativa, que trouxe em seu relatório final alerta sobre duas empresas prestadoras de serviços em Ribeirão Pires, ambas, ligadas a irregularidades na cidade e em outros municípios. De nada adiantou a convocação da secretária de Saúde na CPI das Organizações Sociais, em Ribeirão, ela só recebe afagos.
 
Diante de tantas denúncias, diante de tantos indícios, os vereadores da Estância seguem inertes, calados, se fazendo de mortos quando o assunto é investigar a atual Administração.
 
O presidente da CPI da Saúde de Ribeirão Pires, vereador Paixão é o mais passivo, prefere adiar o início das investigações a ter de constranger o prefeito Kiko Teixeira e os seus aliados. 
 
Enquanto Paixão se mostra comprometido com o Governo, renega o princípio fundamental do legislador: Defender os interesses da população.
 
Paixão se esquece de que o mesmo Governo que afaga, jogou o seu nome na lama quando da acusação falsa de estar financiando pichadores em Ribeirão Pires. Naquele episódio a população ficou ao seu lado, defendeu, não acreditou nas denúncias. Hoje, Paixão vira as costas ao povo. 
 
Que os integrantes da CPI da Saúde façam a sua parte, ao presidente da Comissão cabe mostrar a sua imparcialidade dita em entrevista para Folha em 2017, e mais, na Câmara de Vereadores se faz necessária a investigação.
 
A Casa de Leis representa o povo. Será?
 

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