Editorial

O desemprego no Grande ABC

Da Folha de Ribeirão Pires

As empresas automobilísticas e de autopeças deixando a região do Grande ABC, e os funcionários tentando a todo custo permanecer empregado. É o cenário hoje na região. 
 
Milhares de postos de empregos ameaçados, sem que uma política séria de recuperação da economia seja colocada em prática.
 
A Dura Automitive em Rio Grande da Serra, a Ford em São Bernardo do Campo, a GM em São Caetano do Sul, todas prontas para deixarem suas fábricas e seguirem para outros países. Só com o fechamento da Ford, mais de 30 mil pessoas atingidas em toda a cadeia produtiva.
 
Os trabalhadores que pouco podem, lutam e perdem direitos trabalhistas na esperança de continuar tendo o que comer. Aceitam revisões salariais na tentativa de evitar a demissão. Por sua vez os governantes correm atrás do prejuízo, somente após o “leite derramando” deixam os seus gabinetes para buscar uma solução.
 
Enquanto as empresas não suportam os constantes e volumosos prejuízos, os trabalhadores arrocham ainda mais os seus vencimentos.
 
E a parte do Governo?
 
A parcela governamental é promover Gestão, acabar com o desvio de dinheiro, parar a sangria dos cargos para apadrinhados políticos, promover a recuperação da economia, e não simplesmente, aparecer nas mídias tentando mostrar competência sem sucesso.
 
Agora só resta lutar, lutar e lutar, mas o horizonte não está azul; escuro, promete tempestade, com uma única certeza: mais uma vez o atingido será o trabalhador.
 
Mesmo que essas empresas continuem operando na região, os salários serão achatados, haverá redução no número de empregados, ou seja, a corda estourando mais uma vez do lado mais fraco. 
 
É hora de acordar!

Mais lidas agora

Mais Editorias