Política

Volpi é o primeiro prefeito cassado na história de RP

Em 67 anos de emancipação, é a primeira vez que a cidade de Ribeirão Pires tem um prefeito cassado pela Justiça Eleitoral

Prefeito Clóvis Volpi, ladeado por seu vice, Amigão D’orto

Imagem:Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Redação

Em 67 anos de história, é a primeira vez que Ribeirão Pires tem um prefeito cassado pela Justiça Eleitoral. Já se passaram pela cadeira de chefe do Executivo 18 mandatos. O início se deu com o prefeito Arturzinho em 1955.

O atual prefeito Clóvis Volpi (PL) foi cassado na última terça-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de maneira unânime, por ser ficha-suja e, portanto, não poderia ter sido candidato nas eleições de 2020, quando saiu vencedor das urnas. A cassação também atinge o vice-prefeito Amigão D´Orto (PSB).

De acordo com o Código Eleitoral, artigo 216, “enquanto o Tribunal Superior não decidir o recurso interposto contra a expedição do diploma, poderá o diplomado exercer o mandato em toda sua plenitude”.

Isso quer dizer o seguinte: quem decidiu pela cassação do diploma foi o TRE e agora o processo será encaminhado, nos próximos dias, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e lá, se a condenação for mantida, Volpi deixará o cargo, assumirá o presidente da Câmara, e em seguida será chamada uma eleição suplementar em Ribeirão Pires.

Não há prazo certo para que isso ocorra, porém, juristas ouvidos pela Folha acreditam que a nova eleição na cidade deverá ocorrer até agosto do ano que vem.

O proceso que culminou com a cassação de Volpi foi o Recurso contra Expedição do Diploma interposto pelo ex-prefeito Kiko Teixeira (PSDB) e pelo petista Felipe Magalhães.

Diferentemente do que Volpi explicou em sua live nas redes sociais, na própria terça-feira, o processo não teve início no Fórum de Ribeirão Pires, mas sim diretamente no Tribunal Regional Eleitoral. Portanto, Volpi mentiu quando afirmou que teria vencido o processo em Ribeirão Pires.

Outro ponto que merece destaque sobre a fala descompensada de Volpi na rede social é o fato dele afirmar também que poderá reverter a decisão no TRE ao impetrar o recurso denominado “embargos de declaração”.

Esse recurso não tem o condão de modificar Acórdão, mas sim de esclarecê-lo. Ou seja, outra mentira contada por Volpi para minimizar um problema que é gigante, não só para Volpi mas para toda população de Ribeirão Pires, que agora passará a contar com um prefeito cassado, ou seja, sem força política para fazer Ribeirão Pires se desenvolver.

Volpi não deveria ter insistido em sua candidatura a prefeito de Ribeirão Pires em 2020. Ele sabia que tinha armado um “esquema” para reverter a rejeição de suas contas de quando foi prefeito em 2012.

A rejeição das contas apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou para vícios insanáveis e que prejudicaram os cofres públicos da Estância.

A armação para reverter a decisão da Câmara Municipal em rejeitar as contas de Volpi contou com a ajuda do então presidente do Legislativo, Rubão Fernandes (PL), que sem autorização do Judiciário colocou as contas para votação pela segunda vez e nesta votação, de maneira obscura, Volpi conseguiu a aprovação.

No entanto, esse “esquema” foi levado ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que de maneira unânime cancelou a segunda votação e deixou Volpi inelegível e culminou com sua cassação na última terça-feira.

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