Política

Associação diz que OS usou seu nome sem autorização em RGS

Folha atende ao direito de resposta da Associação de Beneficência S. Cristóvão

Apenas exames laboratoriais eram realizados pela ABFSC

Imagem:Redação

Por Marília Gabriela

A reportagem “Problema com OSS deixa Saúde na UTI e preocupa população“ divulgada pela Folha na última terça-feira (12) apontou que que a Secretaria de Saúde de Rio Grande da Serra está enfrentando problemas que envolvem a escassez de médicos nas Unidades Básicas de Saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

A prestação de serviços médicos é administrada pela Associação Assistencial da Saúde e Educação São Cristóvão (AASAESS), contratada na gestão anterior para complementar a equipe de saúde municipal. 

Contudo, a organização de saúde (OS) alertou a secretaria municipal que débitos financeiros deixados pela antiga gestão é um dos fatores que impedem a restruturação da equipe médica nas Unidades de Saúde de Rio Grande.

Passados três dias após a divulgação da matéria, a Folha foi contatada pela Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão - ABFSC, que esclareceu, em nota, que a entidade nomeada Associação Assistencial a Saúde e Educação São Cristóvão – AASAESC, não faz parte do Grupo São Cristóvão, e que esta organização de saúde utiliza seu nome sem autorização.

“Medidas jurídicas cabíveis estão sendo tomadas para esclarecer eventuais tentativas de vínculos ilegítimos à instituição”, disse a Associação São Cristóvão em nota.

ABFSC atuou durante 7 anos com na assistência aos exames de prevenção destinado ao público feminino de Rio Grande da Serra. 

Até 16 de dezembro de 2020, era de responsabilidade contratual da Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão realizar exames de análises clínicas em apoio a Atenção Básica, com serviço de ultrassonografia no apoio ao pré-natal e, com o programa de câncer de mama. Porém, qualquer outro tipo de atendimento à saúde, em outras especialidades, não foi executado por um profissional da Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão.

“Todos os atendimentos foram realizados sem ônus para o município, ou seja, a ABFSC não recebeu qualquer recurso financeiro por nenhum dos atendimentos realizados ao longo deste período”, finalizou a instituição.

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