Política

PDT de Rio Grande da Serra poderá sofrer intervenção

Orosco, coordenador no Grande ABC, afirma que legenda não ficará com Geladeira

Orosco é vice-presidente estadual

Imagem:Divulgação

Por Redação

Ao que tudo indica o PDT de Rio Grande da Serra deverá sofrer intervenção do Diretório Estadual e com isso ocorrerá a mudança em toda sua diretoria municipal. Essa intervenção só não acontecerá no Diretório da cidade se os irmãos Mendonça (Gilvan e Israel) retornarem ao projeto eleitoral original, que é o de apoio da legenda a candidata governista, Professora Marilza (PSD) nas eleições municipais deste ano.

Na última semana o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Gilvan e seu irmão, o vereador Israel anunciaram debandada do projeto governista e declararam apoio a candidatura oposicionista de Claudinho da Geladeira (Podemos).

No entanto, essa mudança de projeto ocorreu sem o aval do Diretório Estadual, que agora promete represália, caso não tenha mudança novamente. “Vou conversar com eles e assim podem ser convencidos a retornarem ao projeto original de apoio a candidata do Governo, como já estava acordado. Vou tentar todas as opções de diálogo antes de usar o Estatuto”, disse Júnior Orosco, que é vice-presidente estadual do PDT e coordenador do partido no Grande ABC.

Antes de afirmar a Folha que o PDT de Rio Grande da Serra corre forte risco de intervenção, Júnior Orosco fez questão de relembrar a trajetória do partido na cidade. “Sabemos que os irmãos Mendonça estão atrelados ao grupo político governista há mais de 12 anos (nas gestões Kiko Teixeira e Gabriel Maranhão). O PDT na cidade, especialmente eu, estava afastado desse grupo do Governo há muito tempo. Porém, o PDT foi convencido pelos próprios irmãos de que o melhor caminho para a legenda era estar atrelada ao projeto governista e assim fomos convencidos e iniciamos as tratativas. Colocamos o nome do Gilvan como possível candidato a vice-prefeito desse grupo e isso dependeria do desempenho dele nas pesquisas, o que vimos que não decolava. Nunca cogitamos uma guinada para o Claudinho da Geladeira”, explicou Orosco.

“Me senti traído. O PDT foi traído nessa história. Não se pode conduzir partido com interesse pessoal. A campanha do Geladeira começa mal. O PDT não dialoga mais com o Podemos”, acrescentou Orosco.

Procurado pela Folha, Gilvan afirma que a mudança de posição do PDT municipal foi tratada sim com a Estadual. “Antes de qualquer decisão fomos conversar com a Estadual. Fomos com o Secretário Geral Airton Amaral, que nos deu o aval em Rio Grande da Serra. Não estou entendendo essa celeuma com o Orosco?”, indaga Gilvan.
 

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