Política

UPA Santa Luzia de Ribeirão Pires está sem médicos para atender a população

Na manhã desta segunda-feira, apenas casos de emergência estavam sendo atendidos. Pacientes eram mandados para casa

Ao chegar a UPA Santa Luzia paciente era encaminhado para triagem, e dependendo do caso, liberado

Imagem:Arquivo Folha

Por Wagner Lima

A UPA Santa Luzia em Ribeirão Pires amanheceu sem médicos nesta segunda-feira (02).

Pacientes que procuravam atendimento passavam pela triagem e dependendo da classificação eram mandados para casa.

Apenas casos de urgência e emergência eram atendidos. Fabiana dos Reis foi uma das pacientes dispensadas. “Cheguei a UPA por volta das 8 horas, passei pela triagem, o ‘rapaz’ me disse que o meu caso não era de emergência, então me liberou. Perguntei para um atendente se não poderia passar pelo médico, porque estava com quase 39 graus de febre. Ele me respondeu que o médico que estava lá era só para casos graves, de morte”, disse a moradora do Roncon.

Durante toda a manhã de ontem, usuários do sistema de saúde municipal entraram em contato com a Folha reclamando da falta de médicos.  

A reportagem da Folha esteve na UPA em dois horários.

Por volta das 9 horas à informação era a de que apenas um médico atendia casos urgentes, a única garantia de atendimento era a triagem, mas quem fosse enquadrado nos cores azul e verde seriam orientados a procurarem uma Unidade Básica de Saúde ou um hospital de referência.

No horário de almoço, a situação continuava a mesma. Por telefone, sem saber que se tratava de reportagem, atendentes confirmaram a falta de médicos, sem dar maiores explicações, diziam que até a “Prefeitura resolver o problema”, o atendimento seria apenas casos graves.   “Por enquanto os médicos só irão atender casos de classificação amarela e vermelha. Quem for verde terá que ficar aguardando até eles (Prefeitura) resolverem o problema”, disse uma atendente.

Ainda segunda a atendente, não há previsão de normalização no atendimento. Servidores da Saúde que pedem anonimato disseram que a falta de médicos está ligado aos atrasos no pagamento dos profissionais terceirizados.

Apenas médicos efetivos estavam trabalhando.

Ainda segundo esses servidores, os atrasos no pagamento da empresa contratada pela Prefeitura são comuns, e que não seria a primeira vez que os profissionais de saúde cruzaram os braços.

A Folha tenta contato com a Prefeitura desde a manhã de segunda-feira para confirmar os motivos da paralisação, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.

A Folha não conseguiu contato com a Santa Casa de Birigui, responsável pela administração da UPA Santa Luzia.

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