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Mauá registra primeira morte pelo vírus da Dengue no Grande ABC

O caso ocorreu em abril, mas a confirmação só foi divulgada pela Prefeitura na última segunda

O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti infectado

Imagem:Divulgação

Por Redação

A Prefeitura de Mauá confirmou, na tarde da última segunda-feira (13), o primeiro caso de morte por dengue no município neste ano. A morte pelo vírus também é o primeira registrada nas sete cidades da região do Grande ABC. Mauá já registra 44 casos de pessoas infectadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. Desse número, 25 são moradores do Jardim Zaíra. 
Segundo informações, a vítima teria morrido em decorrência do vírus no dia 13 de abril em São Bernardo do Campo. Os dados pessoais não foram divulgados. 

De acordo com dados de um levantamento realizado pelo Diário do Grande ABC,  nos três primeiros meses do ano,  a região registrou alta de 312% nos casos de dengue. Os números da doença saltaram de 25 para 103 em quatro cidades – Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá – na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme o balanço, a quantidade de doentes entre janeiro e março já supera o total de contaminações de 2018, foram 66.
Prevenção 

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas pláticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia - quando os mosquitos são mais ativos - proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Sintomas

Os principais sintomas da dengue são:
•    Febre alta > 38.5ºC.
•    Dores musculares intensas.
•    Dor ao movimentar os olhos.
•    Mal estar.
•    Falta de apetite.
•    Dor de cabeça.
•    Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

São sinais de alarme da dengue os seguintes sintomas:

•    Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.
•    Vômitos persistentes.
•    Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico).
•    Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.
•    Aumento progressivo do hematócrito.
•    Queda abrupta das plaquetas. 

A dengue, na maioria dos casos, tem cura espontânea depois de 10 dias. A principal complicação é o choque hemorrágico, que é quando se perde cerca de 1 litro de sangue, o que faz com que o coração perca capacidade de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos e colocando a vida da pessoa em risco. Como toda infecção, pode levar ao desenvolvimento Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

No momento, só existe uma vacina contra dengue registrada na Anvisa, que esta disponível na rede privada. Ela é usada em 3 doses no intervalo de 1 ano e só deve ser aplicada, segundo o fabricante, a OMS e a ANVISA, em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue. Esta vacina não está disponível no SUS, mas o Ministério da Saúde acompanha os estudos de outras vacinas.

*Dados - Ministério da Saúde 

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