Editorial

Fala mal, mas faz igual

Da Folha de Ribeirão Pires

Os acontecimentos desta semana não foram animadores para Ribeirão Pires. Hospital de Campanha lotado, ameaça de fechamento por falta de verba, lockdown noturno devido ao aumento de casos na região. Retornamos ao pior cenário vivido nesta pandemia e, ao que parece, nossa cidade não tem mais fôlego para lutar, tanto que nosso prefeito chegou a viajar para Brasília em busca de apoio para essa batalha.  

De um lado vemos essa situação desesperadora, mas de outro vemos atitudes que contradizem discursos anteriormente ditos e que geram dúvidas e questionamentos. Em um momento em que seria necessário poupar, de todas as maneiras possíveis, Clóvis Volpi chega ao total de 130 servidores comissionados contratados em apenas dois meses de gestão - grande parte sendo destinada a Secretaria Chefe de Gabinete do Prefeito.  

Não é preciso voltar muito no tempo para lembrar que os cargos comissionados eram tidos como uma escória do governo anterior, tendo alguns apoiadores de Volpi chamado os comissionados do ex-prefeito Kiko Teixeira de preguiçosos.  

Pois bem, após críticas e promessas de que reduziria esses servidores, cá estamos com um número próximo ao obtido pela administração anterior. Seria este o momento ideal para contratar uma quantidade expressiva de funcionários, diante do colapso que a Saúde Municipal está prestes, ou melhor, já está enfrentando?  

O momento pede esforços para tentar manter o único equipamento de saúde em prol das vítimas da Covid-19 e não fazer favores e pagar promessas da campanha política.

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