Editorial

Ribeirão: capital de áreas de risco

Da Folha de Ribeirão Pires

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas, vinculado ao Governo do Estado de São Paulo, colocou Ribeirão Pires como a cidade do Grande ABC, que compreende sete municípios, como a que tem maior número de pontos de áreas de risco da região. Sabendo dessa informação, que nos deixa preocupado, o que o Poder Público municipal fará para que esse dado não se torne tragédia? O que fazer para evitar que o pior ocorra, com pessoas mortas em virtude de estarem morando num desses pontos identificados pelo Governo Estadual?

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas  divulgou um levantamento regional, que identificou que o Grande ABC concentra 187 áreas de risco, a maioria é construção irregular que abriga cerca de 1.400 famílias. De acordo com o IPT a cidade que apresenta maior número de áreas de risco é Ribeirão Pires (104 pontos), com 55% do total.

21 de dezembro marca o início da temporada de verão, e com isso, a atenção às fortes chuvas torna-se relevante, visto o risco provocado pelas tempestades, que acarreta em deslizamento de terra, alagamentos, acúmulo de lixo nas ruas e geram preocupação quanto ao volume de moradias irregulares instaladas perto de encostas. 

É evidente que muito dessa culpa deve-se aos próprios moradores da cidade, visto que por conta e risco vão morar em locais perigosos. Porém, onde está a atuação da Prefeitura para coibir tais ocupações? Onde está a atuação da Prefeitura para previnir que o pior não aconteça? Enfim, resta-nos torcer para que tragédias não ocorram.

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